ALFREDO MARTINHO

Poucos temas são tão atuais e urgentes como o “Sistema Endocanabinoide e suas aplicações clínicas”,  aspectos terapêuticos, o processo de regulamentação da Cannabis Medicinal no Brasil (e no mundo) são alguns tópicos importantes no tema.

As pesquisas mais robustas sobre os efeitos dos remédios feitos a partir da planta da maconha, são em relação à dor, à epilepsia e à esclerose múltipla, mas, há também respostas positivas, embora com menor conteúdo científico, sobre o tratamento de autismo, Alzheimer, Parkinson e aplicações em pacientes que recebem quimioterapia no enfrentamento do câncer e de doenças autoimunes. 

A Dra Carolina Nocetti, autora de um curso sobre o tema a ser lançado brevemente em nossa plataforma, lida com essa medicação desde 2013.

Clínica geral no Brasil, ela fez a revalidação do diploma nos Estados Unidos, onde estudou e acompanhou tratamentos com a Cannabis Medicinal.

Na Califórnia, um dos locais pioneiros, o remédio é liberado desde 1995, e em todos os estados americanos está aprovada a venda de Cannabis com concentração de até 0,3% de THC, o tetrahidrocanabinol, que é um dos canabinoides, assim como o canabidiol (CBD). 

O curso permitirá um mergulho no tema, segundo Nocetti, com “insights gerais em relação à história da Cannabis Medicinal, tanto na parte da regulamentação no Brasil e no mundo quanto sobre o acesso à terapia” aqui e em outros países. “Vamos falar dos tratamentos, discutir as estratégias terapêuticas, os possíveis efeitos colaterais, o manejo e ajuste terapêutico, uma vez que essa terapia é muito individualizada, demanda uma experiência para fazer o ajuste, achar a dose ideal”, informa a especialista.

O Sistema Endocanabinoide, modula outros sistemas fisiológicos, com o imunológico, que pode estar hiperativo ou hipoativo.

No Brasil, desde 2015 é possível ter acesso ao medicamento, sem limite de concentração de THC ou de CBD, a importação foi simplificada, necessitando apenas de prescrição médica para o uso oral ou tópico.

Por outro lado, os pacientes sofrem com a demora para o produto chegar ao Brasil em função de burocracias levantadas por regulamentação da própria Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, a proibição da produção interna e do cultivo da planta para fins medicinais contribui para agravar a desigualdade no sistema de saúde.

As restrições empurram o preço para cima, hoje, o gasto mensal com o tratamento fica em torno de R$ 1.500, o que leva os pacientes a buscarem a judicialização, acionando planos de saúde e órgãos públicos para fornecerem o medicamento. A Justiça tem obrigado as secretarias de Saúde a pagar o remédio, por ser de alto custo, para pacientes com doenças graves, como câncer.

“Esse custo acarreta uma desigualdade no acesso à Saúde, pois nem todo mundo pode gastar R$ 1.500 todo mês só com um medicamento. A produção nacional baratearia e democratizaria o acesso”, diz a médica. Isso já acontece em países como Uruguai, Canadá, Israel, Portugal e Alemanha, que permitem o plantio para produção medicinal. No Canadá e no Uruguai, a produção também é permitida para o uso recreativo.

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