Camila Viccari | 28 Mai, 2020

Pensando em maneiras de debater esse cenário, na última semana a Hospitalar promoveu uma série de webinars e um dos temas: “O Futuro do Sistema de Saúde no Brasil pós-COVID-19” foi mediado pelo presidente e cofundador da Sami, Vitor Asseituno. Participaram do papo José Augusto Ferreira, Diretor de Prov. de Saúde da Unimed BH; Priscilla Franklin – Diretora-executiva da Abramed; René Parente, Diretor-executivo da Accenture; e Ary Costa Ribeiro, CEO do Hospital Infantil Sabará

Entre os diversos temas tratados, René Parente, ressaltou como a tecnologia tem sido útil em tempos de pandemia. “Muitas das barreiras de comunicação digital caíram rapidamente com a chegada da COVID-19. A situação como um todo tem sido um grande viabilizador de soluções digitais. A principal delas é o home-office, onde poucos acreditavam que fosse possível”.

Agora mais do que nunca, com a evolução da telemedicina, diversos tipos de dados podem ser transmitidos a partir do dispositivo ou aplicativo para um smartphone e processados ​​por algoritmos que mostram como a saúde do paciente está evoluindo. Os padrões criados podem mostrar que é necessária intervenção ou que essa pessoa pode, por exemplo, estar em risco. Tanto a pessoa como a equipe de atendimento remoto podem monitorar sua saúde e, caso necessário, ser encaminhada ao hospital.  

“A teleconsulta já é uma realidade e ganhou uma importância ainda maior em meio à pandemia. Um mito que cai no meio da epidemia é o de que os idosos não de adequam às novas tecnologias. Existe uma dificuldade normal, mas um grupo de ajuda muito maior para lidar com esta nova forma de se consultar”, explicou Priscilla Franklin, Diretora-executiva da Abramed.

Os pacientes ainda contarão com profissionais de conhecimento especializado, mas o paciente e o especialista não precisam estar no mesmo espaço ao mesmo tempo. Uma rede de atendimento conectada significa que vários especialistas podem analisar o caso simultaneamente. Isso permitiria o diagnóstico precoce dos problemas de saúde, com monitoramento constante antes que eles se tornem mais graves.

“Nós fazemos parte de todo um sistema de saúde onde um depende do outro. A operadora depende do hospital e vice-versa, é um sistema todo interdependente onde o modelo assistencial se torna cada vez mais fundamental”, analisou Vitor Asseituno.

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