Por: Eduardo Prado
11 JUN 2020

Várias entidades sofreram um forte impacto durante a pandemia da Covid-19 mas uma delas não teve o seu “sofrimento” muito divulgado … esta entidade foi o Hospital!

Um hospital nos EUA está perdendo em torno de 5 MUS$ por dia e espera-se que ele perca de 600 a 700 milhões de dólares por ano.

Uma situação inusitada está acontecendo com vários hospitais ao redor do mundo: eles foram apanhados no “contra-pé” com pandemia de Covid-19 e em março e abril, muitos deles cancelaram ou atrasaram os procedimentos eletivos para abrir espaço para uma potencial “inundação” de pacientes do coronavírus. Por causa disso, os hospitais perderam milhões de dólares por dia apenas ficando abertos. Em abril, a American Hospital Association estimou que os hospitais estavam sangrando a “bagatela” mais de US $ 50 bilhões por mês.

Para ver mais detalhes da situação crítica dos hospitais nos EUA: Hospitals could struggle — and more will go bankrupt — until they get patients back in the door, CNBC, 07.jun.2020 … o mesmo problema está acontecendo com os hospitais brasileiros, ver aqui: Com cirurgias adiadas e alto custo da Covid-19, hospitais privados temem fechar, Folha de São Paulo, 01.jun.2020

Agora os hospitais estão fazendo alterações para se preparar melhor para o futuro.

Desde a alteração dos procedimentos de admissão até a utilização de robôs, os hospitais estão repensando o modo de como vão operar depois de aprender algumas lições difíceis sobre a pandemia atual.

Os hospitais estão repensando o modo de como operam à luz da pandemia de Covid-19 – e se preparando para um futuro em que essas crises possam se tornar um fato sombrio da vida.

Com o potencial de ressurgimentos do coronavírus e alguns cientistas já alertando sobre surtos de outras doenças infecciosas, os hospitais não querem ser flagrados novamente. Assim, vários deles estão recorrendo a novos protocolos e novas tecnologias para revisar o procedimento operacional padrão, desde o momento em que os pacientes aparecem em uma sala de emergência até a admissão, tratamento e alta.

O objetivo é isolar e tratar pacientes infecciosos, continuando a fornecer outros serviços vitais que mantêm as pessoas saudáveis e geram NOVA RECEITA que os hospitais precisam desesperadamente para manter suas portas abertas.

Essas mudanças prometem reduzir acentuadamente os riscos e a disseminação de doenças – e mudar a maneira como as pessoas recebem os cuidados de saúde, mesmo em momentos em que não há crise. Mais aspectos dos processos na área da saúde podem se tornar mais automatizados e eficientes – do check-in ao acompanhamento -, mas também se tornará menos manuais do que as pessoas esperam.

Telemedicina

Uma ferramenta que já tem sido utilizada pelos hospitais na busca de novas receitas é a Telemedicina. Tem havido muita atenção à explosão da telemedicina, à medida que os hospitais passaram a cuidar dos pacientes de suas casas. Os picos de uso foram monumentais. Um sistema de saúde, Ochsner Health, em Nova Orleans, concluiu mais de 120.000 visitas virtuais em maio – de um total insignificante de 3.300 em todo o ano de 2019. 

Mas a telemedicina não fornece tanta receita aos hospitais quanto os cuidados presenciais. Tratar um paciente pessoalmente também permite que os hospitais cobrem taxas técnicas e de instalação e, possivelmente, adicione procedimentos que não podem ser feitos remotamente, como um teste de laboratório ou um raio-X. 

Inteligência Artificial

Uma outra tecnologia que pode ajudar muito no resultado financeiro dos hospitais é a Inteligência Artificial (IA). Mas muitas startups de IA sofrerão porque a proposição de valor geralmente é mais teórica e menos imediata. No caso da IA, a aplicação dessa tecnologia não é tão imediata como no caso da Telemedicina e vai exigir uma ação estratégica dos hospitais de como vão poder alavancar aumento de receita ou redução dos custos com a tecnologia de IA.

Neste cenário atual de aumento de receita ou aumento de produtividade, as aplicações de IA precisam ser de missão crítica ou de melhoria dos processos administrativos (ver Artificial Intelligence (AI): Healthcare´s  New Nervous System, Accenture, 2018). Aplicações de IA conversacional podem ser utilizadas para aumentar a produtividade e reduzir o estresse dos médicos com a digitação de dados dos procedimentos (ver Como os casos de uso de IA estão evoluindo no tempo do COVID-19, Healthcare It News, 07.may.2020).

Fonte: https://startupsaude.com/vamos-repensar-o-modelo-de-hospital-para-a-proxima-pandemia/

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