Após cerca de 30 dias internado no Quinta D’or, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, o jornalista Muniz Sodré se curou da Covid-19. O resultado negativo do teste saiu nesta quinta-feira (28), segundo a filha.

Apesar da melhora, ele segue internado na unidade. Ao G1, a filha elogiou a equipe médica e os classificou como heróis.

“Estamos nos sentindo abençoados, porque ele foi em um estado muito crítico e de repente ressurgiu super bem. Já saiu do CTI, está bem, falante e animado. Ele esteve sob os cuidados da equipe do Doutor Cláudio Domenico”, disse a filha.

Como mostrou o G1, Muniz chegou a respirar com auxílio de aparelhos. Em um primeiro diagnóstico, médicos acreditaram que ele estivesse com pneumonia, mas após a realização do teste foi constatada a infecção pelo novo coronavírus.

Além de jornalista, Muniz Sodré é professor emérito da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), escritor, sociólogo e tradutor. Ele foi um dos responsáveis pela fundação da instituição.

Com cerca de 40 livros nas áreas de Comunicação e Cultura e doutorado em Ciência da Literatura pela UFRJ, ele ocupa uma cadeira na Academia de Letras da Bahia.

 

MUNIZ SODRÉ

Muniz Sodré de Araújo Cabral (São Gonçalo dos Campos, 12 de janeiro de 1942) é um jornalista, sociólogo e tradutor brasileiro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Escola de Comunicação. Tem duas filhas, três netas e atualmente é casado com a também professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Raquel Paiva[1]. Imortal da Academia de Letras da Bahia, cadeira 33. [2].

Exerceu de 2009 a 2011 o cargo de Presidente da Fundação Biblioteca Nacional[3].

Nasceu em São Gonçalo dos Campos, na região de Feira de Santana, filho do comerciante de tecidos, poeta e vereador Antônio Leopoldo Cabral, que chegou a ser do PTB mas era ligado a Eduardo Froés da Motta, liderança regional do PSD[4].

É um pesquisador brasileiro e latino-americano no campo da comunicação e do jornalismo. Dirigiu a TV Educativa. Publicou quase uma centena de livros e artigos, na área da comunicação (jornalismo em especial), mas também livros de ficção e um romance (O bicho que chegou a feira). Algumas obras tornaram-no mais conhecido, como Monopólio da Fala (sobre o discurso da televisão) e Comunicação do Grotesco (sobre programas de TV que exploram escândalos e aberrações). Um dos poucos teóricos brasileiros na área de comunicação que têm circulação e respeitabilidade no exterior, sendo professor e palestrante de diversas instituições em países como Suécia, França, Estados Unidos, Espanha, Portugal, Colombia, Bolivia, Uruguai, Peru dentre outros.

No final de abril de 2020, foi diagnosticado com covid-19 e internado no Hospital Quinta D’or, no Rio de Janeiro.[5]

Obra
Escreveu o livro Um Vento Sagrado que fala da trajetória de Agenor Miranda Rocha, professor e líder do Candomblé. A obra sobre o Pai Agenor foi adaptada para um filme de 1h30min, com o mesmo nome.

CABRAL, M.S.A. A narração do fato: notas para uma teoria do acontecimento. Petrópolis: Vozes, 2009, 287 p.
CABRAL, M. S. A.. As estratégias sensíveis – afeto, mídia e política. Petrópolis: Vozes, 2006. v. 1. 230 p.
CABRAL, M. S. A.; CAPPARELLI, Sergio; SQUIRRA, Sebastião (orgs.). A Comunicação Revisitada – Livro da XIII Compós 2004. Porto Alegre: Sulinas, 2005. v. 1. 245 p.
SOARES, Raquel Paiva de Araujo; CABRAL, M.S.A.. Cidade dos Artistas – Cartografia da Televisão e da Fama do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Mauad, 2004. 171 p.
CABRAL, M. S. A.; SOARES, Raquel Paiva de Araújo. O Império do Grotesco. Mauad, 2002. v. 1. 148 p.
CABRAL, M. S. A.. Sociedade, Mídia e Violência. Porto Alegre: Sulina/Edipucrs, 2002. v. 1. 110 p.
CABRAL, M. S. A.. Corpo de Mandinga. Manati, 2002. v. 1. 105 p.
CABRAL, M. S. A.. Antropológica do Espelho. Petrópolis: Vozes, 2002. v. 1. 268 p.
CABRAL, M. S. A.. Multiculturalismo. Rio de Janeiro: DP&A, 1999. v. 1. 105 p.
CABRAL, M. S. A.. Claros e Escuros. Rio de Janeiro: Vozes, 1999. v. 1. 270 p.
CABRAL, M. S. A.. Samba – O dono do corpo. Rio de Janeiro: Mauad, 1998. v. 1. 110 p.
CABRAL, M. S. A.. Reinventando la Cultura. Barcelona: Gedisa, 1998. v. 1. 187 p.
CABRAL, M. S. A.. La Città e il Tempi. Roma: Settimo Sigillo, 1998. v. 1. 186 p.
CABRAL, M. S. A.. Direitos Humanos no Cotidiano. São Paulo: SNDH-USP, 1998. v. 1. 89 p.
CABRAL, M. S. A.. Anatomia da Crise. Rio de Janeiro: Revan, 1998. v. 1. 107 p.
CABRAL, M. S. A.. Reinventando a Cultura. Rio de Janeiro: Vozes, 1997. v. 1. 180 p.
CABRAL, M. S. A.. Um Vento Sagrado. Rio de Janeiro: Mauad, 1996. 150 p.
CABRAL, M. S. A.. Rio, Rio. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1995. v. 1. 170 p.
CABRAL, M. S. A.. Jogos Extremos do Espírito. Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
CABRAL, M. S. A.. Bola da Vez. Rio de Janeiro: Notrya, 1993. 110 p.
CABRAL, M. S. A.. O Social Irradiado – Violência Urbana, Neogrotesco e Mídia. Rio de Janeiro: Cortez, 1992. 125 p.
CABRAL, M. S. A.. A Máquina de Narciso. Rio de Janeiro: Cortez, 1992. 130 p.
CABRAL, M. S. A.. O Brasil Simulado e o Real. Rio de Janeiro: Rio Fundo, 1991. 99 p.
CABRAL, M. S. A.. O Bicho que chegou à Feira. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1991. 145 p.
CABRAL, M. S. A.. Rede Imaginária: Televisão e Democracia. São Paulo: Companhia das Letras, 1991. 315 p.
CABRAL, M. S. A.; FERRARI, Maria Helena. O Texto nos Meios de Comunicação. Rio de Janeiro: FRANCISCO ALVES, 1990. 130 p.
CABRAL, M. S. A.. A Verdade Seduzida. Rio de Janeiro:Codecri (1983)/Francisco Alves (1988), 1988. 215 p.
CABRAL, M. S. A.. Televisão e Psicanalise. São Paulo:Ática, 1987. 085 p.
CABRAL, M. S. A.. A Reportagem como Gênero Jornalístico. Rio de Janeiro:Summus, 1986. 130 p.
CABRAL, M. S. A.. Best-Seller – A Literatura de Mercado. São Paulo:Ática, 1985. 83 p.
CABRAL, M. S. A.. A Comunicação do Grotesco:Introdução à Cultura de Massa no Brasil. Rio de Janeiro:Vozes, 1983. 83p
CABRAL, M. S. A.. O Monopólio da Fala. Rio de Janeiro: Vozes, 1982. 125 p.
CABRAL, M. S. A.. O Dono do Corpo. Rio de Janeiro: Codecri, 1979. 80 p.
CABRAL, M. S. A.. A Ficção do Tempo: Análise da Narrativa de Ficção Científica. Rio de Janeiro: Vozes, 1973. 120 p.

Foto: Divulgação/UFRJ

Fontes:
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/05/28/jornalista-muniz-sodre-se-recupera-da-covid-19-em-hospital-da-zona-norte-do-rio.ghtml
https://pt.wikipedia.org/wiki/Muniz_Sodr%C3%A9

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