“A história da arquitetura é a história de doenças infecciosas. Elas não podem ser separadas.” Quem fala assim é Beatriz Colomina, arquiteta e uma das mais importantes teóricas da relação entre arquitetura e saúde. “As cidades sempre responderam às doenças. Elas são construídas sobre camadas e camadas de respostas a epidemias e ameaças de doenças de todos os tipos”.

Precisamente, em seu livro ‘X-Ray Architecture’, Colomina investiga a estreita relação entre as epidemias de tuberculose dos séculos 19 e 20 e a formação do estilo moderno de Le Corbusier, Neutra, Gropius ou Aalto. E, por décadas, não havia remédio eficaz contra as bactérias. E a única coisa que parecia funcionar era o sol, a limpeza e o descanso.

É por isso que todos os grandes arquitetos e designers da época começaram a projetar hospitais com janelas maiores, sanatórios com grandes terraços, casas elevadas para escapar de germes e móveis simples onde a poeira não podia se esconder. E assim nasceu a arquitetura moderna, o grande exemplo de como as epidemias sempre desenharam a forma de nossas cidades.

Fonte: Canal El Confidencial

Compartilhe em suas Redes Sociais