Putin Anuncia Aprovação De Uma 2ª Vacina Contra Coronavírus não Provada

Alfredo Martinho

O anúncio de uma nova vacina pelo governo de Putin na Rússia, demonstra que corre um espírito de competição na veia do governante.

Sabemos que ele é faixa preta de judô, mas, essa vontade de dar um ippon no Sars coV-2, segue um roteiro que, ao que parece, não conta com o apoio da comunidade científica local e muito menos da internacional.

Nesse comunicado publicado na revista Nature, o teor do artigo deixa uma impressão de pouca confiabilidade, a despeito da ansiedade que o anúncio de uma vacina eficaz, coloca na torcida todos os possíveis lados do mundo polarizado em que vivemos.

14 de outubro de 2020

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a aprovação de uma segunda nova vacina contra o coronavírus em alguns meses – mas nenhuma das duas concluiu o tipo de testes extensivos e rigorosos de três fases exigidos nos EUA.

Falando durante uma entrevista coletiva na televisão, Putin disse que a nova vacina desenvolvida pelo Vektor [Centro de Virologia e Biotecnologia do Estado], empresa de biotecnologia siberiana Novosibirsk, um antigo laboratório de armas biológicas da era soviética.

Estudos em grande escala, como os necessários para vacinas desenvolvidas nos Estados Unidos, são projetados para avaliar não apenas se uma vacina funciona, mas se está livre de efeitos colaterais perigosos que só podem aparecer quando milhões de pessoas forem imunizadas.

EpiVacCorona, descrito como uma “injeção à base de peptídeo”, ainda não começou esses testes e seu “registro” – um procedimento burocrático realizado pelo Ministério da Saúde da Rússia, que chega a ser aprovado pela regulamentação – provavelmente será visto como arriscado.

Os primeiros testes da última vacina em 100 voluntários foram bem-sucedidos, disse Putin. Ele também disse que a vice-primeira-ministra Tatyana Golikova e a chefe do órgão de segurança do consumidor da Rússia, Anna Popova, receberam a vacina conhecida como EpiVacCorona.

O anúncio de quarta-feira veio dias depois que o Kremlin disse que outra vacina “registrada” em agosto havia apenas começado uma segunda rodada de testes de segurança e eficácia de Fase III.

Essa vacina, conhecida popularmente como Sputnik V, foi recebida com ceticismo tanto dentro quanto fora da Rússia. No momento de sua aprovação, Putin disse que sua filha já havia recebido duas doses da vacina e que estava bem depois de apresentar uma leve febre que logo passou.

Ceticismo no anúncio de Putin da vacina contra o Coronavírus Russa.

No mês passado, a CNN informou que professores russos, que deveriam estar entre os primeiros a receber o Sputnik V, não estavam ansiosos para tomar a vacina. O sindicato dos professores da Rússia até começou uma petição online pedindo a seus membros que recusassem a vacinação até que os testes clínicos fossem concluídos.

Desde o início da pandemia de coronavírus, mais de 23.000 pessoas morreram na Rússia de COVID-19 e ocupa o quarto lugar no mundo em infecções confirmadas, depois dos EUA, Índia e Brasil.

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