Por: ANA LAVAQUIAL

O rumo do mundo mudou. Como disse um conhecido, “uns vão fingir que não perceberam, mas todos já entendemos”. O rumo da Saúde também precisa mudar. Está mudando. E é NOSSA a escolha de redesenhar as regras do jogo para apontar o novo rumo de um futuro que seja mais inclusivo, menos fragmentado, com mais saúde e menos doença. Jogamos o tabuleiro para cima, embaralhando tudo, algumas peças ficaram, outras são novas, outras estavam escondidas e outras vão desaparecer. Mas a boa notícia é que todas as peças que precisamos já estão aí!

Só que temos pressa e uma janela curta para recombinar esse jogo. Minha proposta é que tenhamos a intenção de conectar 3 elementos fundamentais que ficaram muitos evidentes no espírito deste tempo inédito: primeiro, o repertório da economia colaborativa, a lógica de seus negócios;  segundo, a existência de redes locais e globais e, por último, o resgate de nosso olhar para as relações, que são até mais importantes do que os nós dessas redes. A grande herança destes tempos é a gente estar mais à vontade com o sentir, com a nossa humanidade, que é o que vai ressignificar uma nova identidade para a sociedade, com mais ser e menos ter. 

É esse sentir que está mobilizando pessoas e negócios a colaborarem que traz a esperança de transformar esse protótipo que estamos vivendo agora em futuro. Acredito que a transformação pode acontecer a partir das bases da economia colaborativa, o 1º elemento do nosso novo jogo.

Na dinâmica dos negócios colaborativos, valor e colaboração funcionam como “colas” das relações e das novas visões de mundo. O Colaborar pressupõe duas ou mais pessoas trabalhando juntas em torno de propósitos em comum, valoriza as dimensões de empatia e confiança nos ambientes de trabalho e impacta profundamente pessoas, organizações e setores, sobretudo os tradicionais, como a Saúde.

O caminho da colaboração transforma um mito central parte deste e-book: o “sempre foi assim”. A cultura de silos, centralizada, com pouca transparência e assimétrica, cantada há muito em tantas rodas do setor, alimenta um negócio bilionário e muito desigual. Para um ganhar, o outro precisa perder. E não precisa ser assim. Vemos negócios surgindo, como a Laços Saúde, o INLAGS e a UXMed, que entendem o valor das conexões e dos vínculos de confiança que permitem a colaboração. E mais: constroem propostas de valor ganha-ganha pelo esforço em compreender os benefícios que de fato importam para o outro. As relações são mais importantes que os silos. 

Este e-book provoca com leveza e clareza o pensar em alguns mitos que impedem o setor de evoluir a partir de relações mais saudáveis para todos. A pandemia deixa evidente o que já sabíamos: somos interconectados e interdependentes. Nossas ações e NÃO ações afetam o outro e o planeta. É hora de ter a coragem de falar a linguagem da colaboração para mudar o rumo da Saúde a partir das relações humanas. Fica o convite 😊!


Photo by
Omar Flores on Unsplash

 

Compartilhe em suas Redes Sociais