Injeção de drogas de ação prolongada previne o HIV em mulheres.

Por Lucy Hicks – 9 de novembro de 2020 – NYT

Uma única injeção de um agente antiviral de longa duração a cada 2 meses é 89% mais eficaz na prevenção de infecções por HIV em mulheres em comparação com uma pílula diária, relata o The New York Times.

Em um ensaio randomizado duplo-cego, os pesquisadores compararam a droga injetada, chamada cabotegravir, com uma pílula aprovada comercializada como Truvada em 3.223 mulheres em sete países da África Subsaariana.

Durante o ensaio, que avaliou uma estratégia semelhante à vacina conhecida como profilaxia pré-exposição (PrEP), 34 participantes que tomaram Truvada foram infectados com HIV, enquanto apenas quatro que receberam injeções contraíram o vírus, relatam os pesquisadores em um comunicado à imprensa. Dois dos participantes do último grupo pararam de receber injeções a cada 2 meses.

Após uma revisão intermediária dos dados sobre a eficácia e segurança do cabotegravir, os consultores recomendaram que os investigadores do estudo encerrassem o estudo mais cedo e divulgassem seus resultados.

O cabotegravir demonstrou prevenir infecções por HIV apenas em homens cisgêneros e mulheres trans que fazem sexo com homens; os participantes do novo ensaio eram mulheres cisgênero.

As pessoas muitas vezes lutam para aderir a um regime de pílulas diárias, o que prejudica sua eficácia, e uma injeção de cabotegravir a cada 8 semanas pode fornecer aos pacientes mais liberdade e flexibilidade, dizem especialistas em saúde pública.

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