Neuralink desenvolve tecnologia de interface cérebro-máquina para ajudar pessoas com paralisia a operar computadores

Sarah Katz, Tech Xplore – 9 DE abril DE 2021 RELATÓRIO

Capa: Modulação da atividade neural com o movimento pretendido. Crédito: N

Desde o ano de 2019, a empresa de neurotecnologia Neuralink desenvolve tecnologia para capturar melhor a atividade cerebral de humanos, começando com testes em roedores, a empresa fundada por Elon Musk teve sucesso na criação de um conector através da pele acoplado a eletrodos com fio como parte de uma abordagem cirúrgica baseada em robótica e circuitos integrados específicos de aplicativos personalizados de ultrabaixa potência (ASICs) para o ampliação e processamento de sinais neurais.

Em 2020, a Neuralink compartilhou mais uma atualização com relação a uma versão wireless deste link capaz de transmitir 1.024 canais de potencial de ação, ou surtos de atividade neural, em tempo real. 

Os pesquisadores demonstraram as habilidades do novo link registrando sinais somatossensoriais (toque) em porcos enquanto os animais exploravam seu ambiente, nesse caso, os cientistas colocaram os eletrodos na área do cérebro que processa os sinais do focinho hipersensível do porco. Enquanto observavam o porco andando em seu ambiente natural, os pesquisadores conseguiram observar facilmente as respostas neurais às pistas sensoriais.

Embora esses testes em suínos tenham se mostrado inestimáveis ​​para demonstrar como os neurônios sensoriais funcionam e podem ser ligados à tecnologia, os pesquisadores perceberam que, para adaptar esses eletrodos para uso humano, eles precisavam experimentar o processo em um animal com uma topologia neural mais próxima de a dos humanos – primatas. Em particular, o objetivo continua sendo desenvolver uma tecnologia de interface cérebro-máquina (IMC) capaz de ser usada no braço e na mão. Este tipo de IMC de circuito fechado visa ajudar as pessoas com distúrbios neurológicos a navegar com mais facilidade por seus arredores.

Mais recentemente, o modelo de IMC dos macacos utiliza macacos para estudar a atividade neurônica. Dois links (chamados de links N1) são colocados dentro do córtex motor do macaco, um do lado esquerdo e outro do lado direito. Juntos, esses córtex processam os estímulos externos de toque e pistas visuais. Em geral, a tecnologia usa esses locais estratégicos para prever os movimentos pretendidos do sujeito.

Agora, os cientistas estão trabalhando para desenvolver um decodificador que possa conectar o movimento e a direção pretendidos pelo usuário a um cursor de computador. Os sensores envolvidos neste processamento de mudança de direção parecem refletir neurônios disparando em resposta ao movimento do sujeito nessa direção. Os pesquisadores observaram isso depois de observar o macaco usar um MindPong, um remo dado ao macaco para que ele pudesse ver a atividade do neurônio para o sensor em ação.

No entanto, como as pessoas com paralisia às vezes não conseguem mover nenhuma parte do corpo, os pesquisadores estão trabalhando no desenvolvimento de uma tecnologia capaz de ler a atividade neural para prever até mesmo os movimentos desejados dos humanos.

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https://techxplore.com/news/2021-04-neuralink-brain-machine-interface-technology-people.html

 

 

 

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