Neuroplasticidade e lifelong learning

Alfredo Martinho

Antes de lermos o artigo abaixo, sobre neuroplasticidade, quero tecer algumas considerações para quem ainda pensa que o aprendizado acaba no ensino formal e se esquece que, para se destacar profissional e pessoalmente, precisa atualização em tecnologia desenvolvendo novas habilidades e competências.

Esse é o pilar fundamental do lifelong learning que afeta os indivíduos, equipes e empresas!

A conceituação do Lifelong learning (LLL), popularmente conhecida pelo aforisma “nunca é cedo ou tarde demais para aprender” foi posteriormente tratada como educação continuada, pelas instituições de ensino e organizações, afetando a evolução da carreira (acadêmica e profissional).

O avanço da tecnologia, considerando o aprendizado por ensino a distância, aumentou a acessibilidade, para além das salas de aula, sendo atualmente possível aprender sobre os mais variados temas – desde habilidades em culinária, programação, administração, a qualquer hora e em qualquer lugar. (Tudo isso você pode encontrar na www.inlagsacademy.com.br)

As metodologias que podem oferecer um maior rendimento no aprendizado, têm a ver com uma combinação de modelos que permeiam a Andragogia, Heutagogia e os recursos tecnológicos que caminham de braços dados.

Aprender, nunca é de menos, desde novas habilidades, entretenimento ou conhecimentos transversos que compõem a transdisciplinaridade tornando as pessoas multipotenciais de forma automotivada.

A carreira do indivíduo, também é impactada positivamente pela educação continuada – mesmo que as habilidades adquiridas não sejam estritamente ligadas ao seu campo de trabalho. Fazer aulas de oratória para reduzir a timidez, de culinária, melhorando a autoconfiança etc…são exemplos que ilustram esse caso.

Buscar novos conhecimentos técnicos traz inúmeras vantagens para a jornada profissional e torna o indivíduo mais especializado em seu ramo de atividade.

Lifelong Learning amplia os horizontes da Carreira Profissional, importa também para as empresas que aumentam a eficiência, e engajamento. Essa estratégia nas empresas, com pessoas habilitadas em resolução de problemas do dia a dia, com competências múltiplas, valorizará sua força de trabalho e aumentará sua produtividade.

A postura do lifelong learning deve ser despertada nas empresas, estimulando esse comportamento por meio de recompensas e projetos estruturados, como plano de carreira.

Tudo isso tem a ver com NEUROPLASTICIDADE, cujas pesquisas avançam de modo nunca visto.

Leiam o artigo abaixo, boa leitura e lifelong learning!

PLASTICIDADE NEURAL depende dessa longa jornada do RNA não codificador do núcleo à sinapse – The Scripps Research Institute

The Scripps Research Institute – 16 DE abril DE 2021

Fazer memórias envolve mais do que ver amigos ou tirar fotos, o cérebro se adapta constantemente a novas informações e armazena memórias através da construção de conexões entre os neurônios, chamadas sinapses.

Como os neurônios fazem isso – alcançando dendritos semelhantes a braços para se comunicar com outros neurônios – requer um balé de genes, moléculas de sinalização, estrutura celular e maquinário de construção de proteínas.

Um novo estudo de cientistas da Scripps Research e do Instituto de Neurociência Max Planck da Flórida descobriu um papel central para uma molécula sinalizadora, um RNA longo e não codificador que os cientistas chamaram de ADEPTR.

Usando uma variedade de tecnologias, incluindo microscopia confocal e de dois fótons, eles rastreiam os movimentos do ADEPTR, observando enquanto ele (RNA) se forma, viaja, se acumula na sinapse e ativa outras proteínas com a estimulação de um neurônio.

Sua jornada até os confins de uma célula cerebral é possibilitada por um portador celular que fica na ponta dos pés ao longo da estrutura de microtúbulos de um dendrito, chamado de motor de cinesina, ele deposita ADEPTR próximo à junção da sinapse, onde ativa outras proteínas.

A equipe também descobriu que se ADEPTR for silenciado, novas sinapses não se formam durante a estimulação.

O estudo, “O direcionamento sináptico regulado por atividade de lncRNA ADEPTR medeia a plasticidade estrutural ao localizar Sptn1 e AnkB em dendritos”, foi publicado online em 16 de abril na revista Science Advances.

RNAs não codificantes longos têm sido freqüentemente descritos como “matéria escura genômica“, porque seu papel nas células ainda não foi totalmente caracterizado, especialmente nos neurônios, diz o principal autor do estudo, o neurocientista Sathyanarayanan Puthanveettil, Ph.D. da Scripps Research. A equipe de Puthanveettil está descobrindo que eles desempenham um papel de sinalização na plasticidade neuralcomo os neurônios se adaptam e mudam com a experiência!

“Aqui nós relatamos o direcionamento dendrítico dependente da atividade de um RNA longo não codificador recentemente transcrito para modular a função da sinapse e descrevemos seus mecanismos subjacentes”, disse Puthanveettil. “Esses estudos trazem novos insights sobre as funções de longos RNAs não codificantes na sinapse.”

O primeiro autor é Eddie Grinman, um estudante de graduação no laboratório de Puthanveettil.

Um longo RNA não codificador é um tipo de RNA que excede 200 nucleotídeos e não é traduzido em proteína.

Existem milhares desses longos RNAs não codificantes em nossas células, mas na maioria dos casos, sua função ainda não é conhecida. O que se sabe é que geralmente tendem a ficar dentro do núcleo da célula. Alguns regulam a transcrição de genes.

“Foi surpreendente ver um longo RNA não codificador mover-se do núcleo para a sinapse de forma tão rápida e robusta”, disse Grinman.

O Hipocampo é a parte do cérebro onde residem a aprendizagem, a memória e as emoções.

Trabalhando em neurônios do hipocampo de camundongos, a equipe estimulou os neurônios com ativadores farmacológicos de sinalização relacionada à aprendizagem. Eles descobriram, por meio de técnicas de imagem molecular e de alta resolução, que o RNA não codificador longo de ADEPTR foi rapidamente expresso e transportado para os braços externos da célula. Lá, as moléculas ADEPTR interagem com proteínas que desempenham um papel na organização estrutural das sinapses, proteínas chamadas espectrina 1 e anquirina B.

Eles descobriram que o ADEPTR se tornou regulado para baixo se exposto a um neurotransmissor inibitório, GABA.

Essas descobertas adicionam outra camada de complexidade na modulação e na plasticidade das sinapses“, diz Puthanveettil. “RNAs não codificadores longos com localização sináptica são reguladores importantes da função neuronal adaptativa.”

No futuro, a equipe pretende continuar caracterizando como a estimulação afeta a plasticidade neuronal, além disso, os autores esperam aprender mais sobre o papel do ADEPTR in vivo.

“Seria interessante aprender o papel que o ADEPTR desempenha na formação de novas memórias em organismos vivos”, disse Grinman.

O trabalho está revelando um dos processos mais fundamentais de aprendizagem e memória, a adaptação às mudanças de informações e circunstâncias.

A plasticidade neural é o que nos permite aprender, responder a estímulos e criar memórias de longo prazo”, diz Puthanveettil. “Ainda há muito a aprender sobre a magnífica complexidade desse processo biológico fundamental.”

Leia mais clicando abaixo:

O RNA longo não codificador recém-descoberto desempenha um papel crítico no crescimento do cérebro e na sinalização

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