No passado, quando as grandes navegações romperam os mares e iniciaram o processo que hoje chamamos de globalização, o desafio era vencer os enormes e desconhecidos espaços físicos.

Por: Ana Regina Cruz Vlainich

Atualmente, a informação, que não tem mais dono, nem região definida e abrange qualquer classe social, se transformou no grande objeto de disputa.
O que temos testemunhado nos últimos anos é que a tecnologia e a digitalização dos dados têm sido a temática recorrente nos eventos corporativos que discutem as tendências de transformações organizacionais.

É a era de empresas ágeis, a era digital. A mobilidade e o cliente não aceitam mais a lentidão, a demora, o desprezo. Ao fazer uma análise mais objetiva, podemos observar que o foco principal é realmente o cliente e que a tecnologia veio para servi-lo.

A antiga frase “o cliente tem sempre razão”, exibida por donos de padaria e açougues, volta novamente com toda a força que a tecnologia pode propor.

É sabido que poucas são as empresas que consideram o cliente como alguém realmente importante. Principalmente em saúde; basta ter um pequeno problema em família que logo se verá em um emaranhado de documentos, solicitações de aprovações, impessoalidade e tudo mais para dificultar seu atendimento.

Às empresas de saúde não é mais facultada a opção de desconsiderar o cliente. Só ficarão no mercado aquelas que mudarem sua atitude, desde que esteja sempre baseada em boas práticas de Governança corporativa, Compliance, transparência nos procedimentos e tudo o que seja necessário para atender ao usuário. Ou seja, aquelas que mais rápido descortinarem esta realidade, poderão continuar vivas daqui a alguns anos. Neste contexto aparece então uma nova mentalidade.

As empresas de saúde não estão mais presentes apenas para tratar doença, mas sim para promover saúde. O cliente, paciente, usuário, ou como queiramos chamar, quer viver muito e viver bem! Novas dimensões, como a atenção primária e promoção à saúde, são hoje encaradas tanto do ponto de vista das empresas que fornecem saúde como das que estendem este benefício para os colaboradores, e encontram-se em patamares muito altos
no custo das empresas.

Saúde é o segundo maior custo dentro das empresas, atrás apenas da folha de pagamento. A solução é complexa e, portanto, estratégica. Então, a estruturas de governança corporativa (GC) precisam que ser utilizadas. Passa por investir em qualidade de vida com o envolvimento de todos os públicos, inclusive empresariais e pessoas físicas. Há de haver um envolvimento de todos os órgãos e sistemas, pois essa mudança de mentalidade inclui a dinâmica interna da empresa reforçando ser estratégica.

Consiste, muitas vezes, em incorporar e implementar ações de promoção da saúde com ênfase na atenção básica, ampliando a corresponsabilidade de sujeitos e coletividades (inclusive do poder público) no cuidado integral à saúde, promovendo o entendimento da concepção ampliada de saúde física, mental e social; elaboração e implementação de políticas internas integradas sempre baseadas na cooperação e na solidariedade. Esta sim, é a visão
estratégica do momento.

Tudo o que se refere à estratégia está diretamente ligado à governança e envolve princípios decisórios e participação dos órgãos de governança corporativa.

Espero você, como meu aluno, fazendo nosso Curso de Governança, através do Inlags, e entrando de vez no grupo de pessoas interessadas e apaixonadas por este entendimento do mundo empresarial e procurando estendê-lo à todas as atividades humanas objetivando o desenvolvimento de um mundo melhor para todos.

“Quando os ventos sopram, algumas pessoas constroem barreiras e muros; outros constroem moinhos de vento” Érico Veríssimo

SOBRE A AUTORA ANA REGINA VLAINICH:

Médica Oftalmologista com experiência em Administração em diversos negócios de saúde, Conselheira de administração, professora pela Fundação Unimed em Governança corporativa e Cooperativismo.
Com mestrado em Ciências da Saúde, pela Universidade de São Paulo, defendeu a dissertação cujo título é: Ultra-som orbitário de músculos extra-oculares na oftalmopatia associada à doença tiroideana (OAT) de Graves comparada à Ressonância magnética nuclear e sua relação com a atividade tiroideana, Ano de Obtenção:2008.
Professora renomada na área de saúde, ministra o curso de Governança Corporativa, na Inlags Academy.

 

 

 

 

 

 

 

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